Estava eu na Amazon esses dias quando me deparei com uma coleção
lindíssima de Novelas Imortais e eu não podia deixar de vir compartilhar essa
informação com vocês não é ?
São dez novelas que se tornaram imortais dentro da literatura. Mas o
diferencial dessa coleção é a ilustração da capa, que esta magnifica, e foi
feita por Retina78. A organização e apresentação de Fernando Sabino.
A editora Rocco que lançou essa coleção e os dez títulos são:
Bartleby, O Escrituário (Herman Melville): Autor de
Moby Dick, ou a baleia branca, seu livro mais conhecido, e de várias outras
obras de ficção importantes, mas consideradas demasiado intensas por seus
contemporâneos, Herman Melville (1819-1891) é também o criador da emblemática
novela Bartleby, o escriturário, que conta a história de um escrivão que se
recusa a fazer os trabalhos solicitados pelo patrão, menos por desobediência ou
insubordinação que por hábito, com a simples justificativa “Prefiro não”.O
posicionamento de Bartleby, que subverte a ordem das coisas e mergulha num
estado crescente de abulia e alienação que tem a morte como único desfecho
possível, e a curiosa reação de seu superior, que não o demite, desconcertam o
leitor e o levam a uma profunda reflexão.
Margot (Alfred de Mussed): Numa bela narrativa, o
famoso novelista Alfred de Musset retrata com perfeição como as diferenças de
cultura e de classe determinam o desfecho de uma história de amor na França do
século XIX. Para Margot, dama de companhia de uma velha senhora rica, tudo na
bela mansão parisiense onde trabalha constitui um deslumbramento: desde os
espelhos do quarto até a incrível banheira, e inclusive o filho de sua patroa.
Dominada pela paixão, com sua encantadora pureza, ela conhecerá também os
obstáculos impostos pelas diferenças sociais para viver esse grande amor. A
obra confirma a versatilidade do estilo de Musset, que, nela, atinge momentos
de inigualável sutileza.
O Monge Negro (Anton Tchekhov): "O monge
negro", de Anton Tchekhov, conta a história de um escritor em embate com a
loucura gerada pelo próprio talento criador. Autor de peças teatrais
consagradas como A gaivota e Tio Vânia, Tchekhov retrata de maneira magistral ?
A figura fantasmagórica que surge para um intelectual como a projeção de seus
conflitos espirituais?, como destaca Sabino na apresentação do livro, mais uma
pequena joia da literatura universal agora ao alcance das novas gerações.
Um coração Singelo (Gustave Flaubert): Um coração singelo gira em
torno de Felicidade, uma mulher que, dotada dos mais puros, inocentes e
singelos sentimentos, teve a mais infeliz das existências. A trama narra uma
vida de dedicação, bondade e vocação para cuidar do próximo no estilo impecável
de Gustave Flaubert.
O Homem da areia
(E.T.A. Hoffmann): O homem da areia reúne as principais características da obra de
E. T. A. Hoffmann. Nesta novela, publicada em 1817, o autor apresenta o jovem
Natanael por meio de cartas escritas ao amigo Lothar, irmão de sua noiva Clara.
Perturbado por uma visita inesperada que o remete a uma sinistra lembrança de
infância e provoca nele os mais inquietantes pressentimentos, Natanael conta em
suas cartas a história do Homem da Areia, segundo a família do menino um homem
perverso que jogava areia nos olhos das crianças para depois arrancá-los e
comê-los, quando elas não queriam dormir. Mergulhando o protagonista numa
espiral de medo, tensão e loucura que o leva ao manicômio, Hoffmann conduz a
trama para um desfecho assustador e surpreendente.
A fera na selva (Henry James): Uma fera emboscada na
selva, pronta a saltar sobre ele a qualquer momento.” Essa era a sensação que
John Marcher carregava desde que nasceu, e que – depois de anos ele viria a
descobrir – era um segredo compartilhado por mais uma única pessoa, May
Bartram. O encontro inesperado em Weatherend, e o fato de ela saber sobre o
acontecimento que o espreitava, conduziu uma atraente ligação entre eles,
multiplicando-se em encontros cada vez mais reveladores.
O clube dos suicidas (Robert Louis Stevenson): Antecipando-se
ao moderno romance policial, numa verdadeira "extravagância
literária" para os padrões da época, O Clube dos Suicidas apresenta um
grupo de cavalheiros que querem se matar, mas não têm coragem. No intuito de
investigar esta curiosa associação, o destemido príncipe Florizel e seu fiel
confidente Coronel Geraldine não sabem que, ao entrarem como sócios, podem ser
sorteados a assassinar um dos membros, transformando a investigação numa
complicada e sinistra aventura. Afinal, quem arquiteta esses crimes sob a
fachada do clube?Nesta novela perturbadora e envolvente, Stevenson, além de
entreter o leitor e mantê-lo com os sentidos aguçados da primeira à última
página, faz um minucioso levantamento dos costumes do século XIX, conduzindo a
ação com admirável desenvoltura e criando personagens inesquecíveis.
Sílvia (Gerald de Nerval): Em Silvia, a história é
contada por um narrador apaixonado que, alternando presente e passado, busca
distinguir seus sentimentos e descobrir onde está o amor em meio a uma paixão
simultânea por três mulheres distintas. Numa mistura de fantasia e realidade,
ele descreve fatos de sua infância no interior da França ao mesmo tempo que
revela e analisa o que sente no atual momento, numa trajetória sinuosa em busca
da plenitude sentimental.
Os sete enforcados (Leonid Andreiev): Qual é o sentido da
existência? Sabe-se que o fim é inevitável. Mas é ainda mais inevitável para
aqueles que o esperam com hora marcada. Em Os sete enforcados, mais um título
consagrado da coleção Novelas Imortais – idealizada por Fernando Sabino –, o
novelista russo Leonid Andreiev traz uma obra emocionante e sombria, cujo
personagem principal é a morte.A trama envolve o polêmico tema da pena de
morte, nos moldes de um regime ditatorial sanguinário. Discutindo o sentido da
vida a partir do cárcere, a história dramática de homens e mulheres condenados
à forca arrebata o leitor, que se torna testemunha das incertezas e angústias
do ser humano diante do fim iminente.
“A estranha alegria de um homem prestes a ser
executado era uma ofensa à prisão, ao próprio carrasco; fazia com que
parecessem absurdos.” Um velho carcereiro – que, há tempos trabalhando na
prisão, via suas leis como as leis da natureza – acompanhava rotineiramente o
clima de terror e apreensão dos momentos que, ora se arrastavam, ora galopavam,
em um ritmo enlouquecedor para os prisioneiros e seus entes queridos.
A espanhola inglesa (Miguel de Cervantes): Na trama, aos sete ano,
Isabela é sequestrada na cidade de Cádiz por Clotaldo, cavalheiro inglês e
comandante de esquadra, pai de Ricaredo. Levada para Londres, a menina é criada
pela família, como se dela fizesse parte, mas apresentada socialmente como
escrava. O jovem Ricaredo, no entanto, se apaixona por Isabela.
Uma história de amor impossível, vivido por dois
adolescentes que não esmorecem ao fazer valer seu sentimento diante dos
preconceituosos costumes e comportamentos da Espanha do século XVI. Destacando
a crítica social num tom satírico, Cervantes desenha ao longo dessa novela
fascinante e movimentada o tom das aventuras e desventuras em que decorreu sua
própria vida.
É isso galera, como vocês pode conferir tem os links para vocês comprarem os livros e os links para saberem mais caso vocês queiram.
Beijão,
Aline Gomes










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