quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Resenha #20 - Delírio, Lauren Oliver


Delírio, escrito por: Lauren Oliver. Editora: Intrínseca. 352 páginas.

Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?. 

Fonte: skoob.com

O que falar desses livro? Bom, a premissa dele é muito boa, o mundo que a autora criou é espetacular, a situação em que os personagens são submetidos a viver é bem interessante. Então no quesito 'cenário', o novo mundo que a Lauren criou, é nota dez. Mas aí vem a história em si, que foi o que eu não gostei muito, mas vou me explicar.

Fiquei super empolgada com o novo mundo que foi criado pela autora, então as minhas expectativas eram muito grandes, os personagens eram bem criados, mas a história parecia que não se encaixava, não sei bem em qual parte do livro - lá pelo meio - que eu não estava mais aguentando aquela confusão toda. Eram muitas perguntas sem respostas e tudo acontecia muito rápido, parecia que o tempo da personagem estava correndo a mil por hora, se ela não contasse o tempo de cada acontecimento - pela contagem até a intervenção - eu ficaria super confusa por que o livro não marca o tempo certinho em que tudo acontecia, parece que era tudo no mesmo dia, quando na verdade já se passou uma semana ali na história, isso me incomoda um pouco, então fica essa ressalva.

Outra coisa que me incomodou mas que eu amei ao mesmo tempo foi o personagem masculino da trama, o Alex, enquanto ele carinhoso ele também era vingativo, enquanto ele era travesso ele também era covarde, sabe esses extremos que as vezes nós encontramos em alguns personagens, foi o que me deixou furiosa com esse em especial. Mas ao mesmo tempo que me deixava brava, eu fica pasma pela audácia e coragem que a escritora teve, por que ele não é um mocinho comum, ele tem suas particularidades que o diferenciava de todos os outros mocinhos.

A Lena foi uma personagem bem construída, sem nenhuma ressalva. Os sentimentos dela foram muito bem descritos, parecia que nós estávamos passando pelo mesmo que ela passou, e nos deixava com a mesma agonia que elas estava. A Lena foi um ponto bem positivo da história.

A linguagem usada pela autora é bem fácil, mas meio confusa no sentido tempo, como eu havia explicado logo acima.

Mesmo com todos esses probleminhas que tive durante a minha leitura, o final acabou com tudo. Sabe aquele final - O QUE ?! -, tipo eu não acreditei no que a autora fez, eu fiquei naquele estado de choque, só desejando por tudo nessa vida o segundo volume da série. A amarração que ela fez, para deixar o leitor curioso foi muito boa, na verdade foi espetacular, e foi esse final surpreendente que salvou a minha leitura e que fez eu querer continuar a saga Delírio.


Três estrelinhas

Espero que tenham gostado !

Até a próxima,

Aline Gomes

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